A Passividade que é Movimento

“Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido,
Na busca do Tao, todos os dias algo é deixado para trás.

E cada vez menos é feito
até se atingir a perfeita não-acção.
Quando nada é feito, nada fica por fazer.

Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso.
E não interferindo.”

(Tao Te Ching)

A Harmonia Final

“Perseverai em busca da essência
Buscai o tronco, não vos enganeis
Colhendo folhas, perseguindo galhos”

“Dez anos passei peregrinando
Dos quais hoje escarneço, e a mim mesmo:
Vestes rotas, sombreiro despedaçado,
Às portas do zen bati,
Quando as leis de Buda são essencialmente tão simples!
Dizem elas: Coma o arroz, beba o chá, vista a roupa”

Estes versos foram retirados da obra Musashi, de Eiji Yoshikawa. O primeiro é atribuído ao fundador de um templo budista chamado Daito. O segundo seria de autoria de um monge Gudo, sobre sua busca de iluminação. Não sei até que ponto esses são poemas históricos ou ficcionais, de qualquer forma refletem muito bem o pensamento despreendido e sensato do budismo, que tanto me empenho em seguir.

Deixo aqui registrado para futura referêcia, pra sempre lembrar destes princípios.